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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O embrulho


Lavínia levantara do sofá assustada, mas lembrou que seu irmão, Paulinho, pudesse ter esquecido a chave.
Entretanto, quando abriu a porta deparou-se com um estranho embrulho verde e com uma fita branca. Não havia ninguém, nenhum entregador. No presente, nenhum cartão. Misterioso, mas Lavínia adorava surpresas e charadas, achou que poderia ser interessante.
Resolveu entrar e abrir o presente, presumiu, erroneamente, que seria alguma invenção de seu pai.
Era uma caixa linda, estranha, mas não deixava de ser linda.
Quando Lavínia abrira, um perfume fantástico invadira a sala e dominara os pensamentos da menina.
Porém, quando o aroma evaporou, a menina percebeu um vazio enorme. Mais tarde, Lavínia percebeu que o vazio tomava conta não só daquele momento, e sim de toda a sua vida.
As coisas não podiam continuar daquela forma, resolveu expulsar, além da misteriosa caixa, todas as pessoas que tinham no espírito um vazio e no caráter grandes falhas.
Tudo se resolveu, agora Lavínia era mais seletiva com suas amizades e relacionamentos. Tinha percebido que certas coisas que chegam de surpresa podem não serem tão boas assim. Sabia perdoar, avaliar, porém não mantinha vínculos afetivos com todas as pessoas, assim ela era mais feliz.

2 comentários:

Diva Divã disse...

Duda, ma-ra-vi-lho-sa!

Nem tudo que reluz é ouro, e nem tudo que num primeiro momento nos parece aprazível, de fato o é!!!

Amei!

Bjs da Diva!

http://quimerasequerelas.blogspot.com/

Macaco Pipi disse...

PROFUNDOO! MUITO BEMM!